O QUE PODE O MEU GOVERNO FAZER POR SI …?

Em tempo de eleições julgo que é sempre mais oportuno reflectir sobre o modelo de desenvolvimento para o país, do que encalhar na discussão sobre o ciclo económico desse momento.

 Assegurar o desenvolvimento, passa necessariamente por um levantamento rigoroso dos problemas a enfrentar com vista a encontrar as melhores soluções.

 Tradicionalmente, a abordagem aos problemas é feita por áreas de governação tais como a saúde, a educação, a economia, as finanças, etc.

 Mas sem prejuízo dessa análise tradicional, é também importante fazer uma análise estruturada por classes sociais e a cada uma responder adequadamente.

A questão de fundo reside na adaptação às circunstâncias actuais dos princípios de um verdadeiro pacto social e sendo o PSD, o partido político mais transversal à sociedade portuguesa, está na posição mais favorável para liderar esse processo.

Consequentemente, às classes de mais baixos rendimentos, devem ser garantidas todas as condições de desenvolvimento pessoal que lhes permita ascender socialmente, pelo que, a segurança e a qualidade da educação escolar devem ser as prioridades.

As classes de médios rendimentos, por um lado devem assegurar financeiramente o desenvolvimento das classes de mais baixos rendimentos, mas por outro lado deve-lhes ser garantida uma economia que funcione sem vícios, de forma a cada um desenvolver o seu talento e ser recompensado pelo seu mérito.

Às classes sociais de maiores rendimentos, devem ser garantidos os meios que lhes permitam investir, com confiança, numa economia sem monopólios, sem lentidão e bem regulamentada, sendo-lhes por outro lado exigido contributos e comportamentos de elevada responsabilidade social e ética.

Esta visão, consubstanciada numa renovada atitude perante a sociedade, terá a virtude de encontrar soluções mais eficazes, devolvendo o optimismo às pessoas, fazendo-as acreditar que são capazes.

Estas soluções devem ser apresentadas sob a forma de planos, com grande qualidade técnica, sem truques e que respondam aos verdadeiros problemas do país.

Cada plano deve sempre reunir dois aspectos fundamentais – a qualidade da estratégia e a capacidade de execução.

O sucesso desses planos passa por uma cultura de credibilidade económica e de justiça social, que toque as pessoas e que lhes induza uma verdadeira força mobilizadora.

Neste enquadramento político, faz sentido apelar ao aumento da riqueza do país em detrimento das medidas sempre fáceis e demagogas de redução de rendimentos para diminuir o deficit.

Por isso, hoje na política, há que pensar com a cabeça e com o coração, contra aqueles que governam pelo marketing e pela comunicação social!

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